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Saúde

Alzheimer: cuidar do coração também é uma forma de cuidar do cérebro

Conscientização sobre doenças crônicas ganha um novo olhar a partir do controle da pressão, diabetes e outros fatores cardiovasculares

Crédito: Magnific
Crédito: Magnific

Da redação 

 

Quando se fala em Alzheimer, logo o transtorno neurodegenerativo é associado à perda de memória. No entanto, existe outra conexão que nem sempre recebe espaço nas campanhas de conscientização: a saúde cardiovascular e a saúde cerebral caminham juntas.

Marçal de Oliveira Huoya, professor da Afya Salvador e cardiologista, alerta que, com o passar dos anos, as pessoas se tornam mais vulneráveis às doenças crônicas, por isso deve haver uma visão mais ampla de prevenção, que precisa começar muito antes do envelhecimento.


 

"Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade dos casos de demência podem ser prevenidas ou adiadas pelo controle de 14 fatores de risco modificáveis e a hipertensão arterial, diabetes mellitus, colesterol, obesidade, má alimentação e sedentarismo estão entre eles, pois contribuem para o enrijecimento das artérias e a obstrução gradativa da circulação cerebral, o que leva à redução do fluxo sanguíneo cerebral resultando em lesões degenerativas cerebrais com reflexo na cognição e no comportamento, alterações características no paciente com Doença de Alzheimer", destaca.

 

Segundo dados do Vigitel 2023, do Ministério da Saúde, 29,4% dos adultos de Salvador informaram ter recebido diagnóstico médico de hipertensão arterial, condição apontada como um dos principais fatores de risco modificáveis associados ao declínio cognitivo. Esse percentual de adultos com diagnóstico médico de hipertensão coloca a capital baiana na 4ª posição entre as capitais brasileiras, atrás apenas de Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.

 

Para o cardiologista da Afya Salvador, cuidar da saúde do cérebro começa muito antes de qualquer sinal de perda de memória. Mais do que pensar em como tratar esse problema no futuro, é importante olhar para os hábitos e cuidados que podem ajudar a preservar a saúde cerebral ao longo da vida.

 

"Muito embora os antecedentes familiares da presença de Alzheimer na família e mutações genéticas sejam fatores de risco não controláveis, aumentando a probabilidade do desenvolvimento da doença, o controle de fatores de risco que resultam na aterosclerose pode contribuir para retardar o desenvolvimento do Alzheimer. Então, controlar a pressão arterial, a diabetes, o colesterol, o peso e manter hábitos de vida saudáveis, como a escolha dos alimentos e a prática regular de atividade física, são ações essenciais para manter a saúde em dia", explica Marçal de Oliveira Huoya, ao lembrar que a prevenção de doenças crônicas precisa ser pensada de maneira integrada: o que acontece com os vasos, a circulação e o metabolismo também repercute em outros órgãos, e não cabe mais separar o cuidado do coração e o cuidado do cérebro em especialidades isoladas. 

Equilíbrio Massoterapia e Bem-Estar

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