Feira de Santana transforma casarão centenário em Palácio das Academias para preservar a memória e fortalecer a produção intelectual
Projeto vai reunir as principais instituições culturais do município em um único espaço, dando novo propósito a um dos imóveis mais tradicionais da cidade

Há cidades que preservam monumentos. Outras preservam histórias. Feira de Santana decidiu fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Um casarão centenário, que há mais de um século integra a paisagem do centro da cidade, será transformado no Palácio das Academias, um espaço permanente dedicado à memória, à produção intelectual e à preservação cultural. O projeto reunirá algumas das mais importantes instituições culturais feirenses em um único endereço, criando um ambiente voltado à valorização da história, da literatura, da educação e das artes.
O novo equipamento abrigará a Academia Feirense de Letras, a Academia de Educação de Feira de Santana, a Academia de Letras e Artes de Feira de Santana, a Academia Metropolitana de Artes e Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana. A iniciativa busca fortalecer o trabalho desenvolvido por essas entidades, além de ampliar o acesso da população ao patrimônio histórico e intelectual do município.
Para viabilizar o projeto, a Prefeitura iniciou o processo de desapropriação do imóvel, que foi declarado de utilidade pública por decreto publicado no Diário Oficial Eletrônico do Município neste último sábado (27). A medida abriu caminho para a implantação do Palácio das Academias em um dos endereços mais simbólicos do centro da cidade.
O casarão pertence à tradicional Filarmônica Vitória, instituição fundada em 20 de julho de 1873 pelo padre Ovídio de São Boa Ventura. O imóvel passou a integrar o patrimônio da entidade em 18 de setembro de 1894 e, desde então, tornou-se um dos símbolos da vida cultural de Feira de Santana. Preservado e ressignificado, passará a abrigar um projeto voltado à proteção da memória e ao incentivo à produção intelectual da cidade.




