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Mineradora atenta contra a vida e meio ambiente em Piatã, afirma Hilton Coelho
Postado em: 15 Março 2021

Mineradora atenta contra a vida e meio ambiente em Piatã, afirma Hilton Coelho

“Antes, na Chapada Diamantina, Piatã era conhecida como a cidade mais alta do Nordeste, por suas belezas naturais, seu café e por sua gente hospitaleira. No entanto, por trás da linda Serra da Santana, esconde-se uma triste realidade: a atividade de mineração nas comunidades de Bocaina e Mocó. Desde 2011 as duas localidades centenárias piataenses têm sido submetidas a tamanho sofrimento ao estarem localizados à vizinhança de uma mineradora de ferro, a Mineradora Brazil Iron”, afirma o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL).

Segundo denúncia recebida e apurada pelo mandato parlamentar, desde que a mineradora Brazil Iron se instalou entre as duas comunidades, em 2014, a situação só tem piorado, “tornando-se insuportável a sobrevivência no local. Isso fez as duas comunidades pedirem socorro por meio de protestos e denúncias aos órgãos públicos, mas nada se resolveu. Nesta última semana a situação piorou em razão de a mineradora operar sem o filtro em um equipamento de beneficiamento do minério, que libera uma nuvem preta de fuligem e ferro, a qual é dispersa sobre as residências dos moradores”, afirma Hilton Coelho.

A denúncia relata que a mineradora trabalha 24h por dia, todos os dias na semana, mas nos últimos dias, a empresa priorizou e intensificou os trabalhos noturnos, “provavelmente com a intenção de disfarçar a poeira. Não foi o que aconteceu. Ao alvorecer, a nuvem escura criada pela mineradora se acumula sobre as casas gerando sensação de terror sobre as comunidades, acrescida de diversos danos imediatos à saúde dos moradores”. Hilton Coelho conclui afirmando que a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) já está se movimentando, através da Frente em Defesa do Meio Ambiente, presidida pelo deputado Marcelino Gallo (PT), para apurar tudo e exigir soluções. “Fora m relatados casos de reações alérgicas, dores de cabeça, insuficiência respiratória e danos psicológicos frente a tamanho desrespeito, falta de amparo do poder público e preocupação com a saúde dos entes queridos e futuro dos filhos. A Prefeitura de Piatã e o Ministério Público da Bahia também estão notificados. As comunidades de Bocaina e Mocó exigem providências”.

Fonte: Redação