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Empreendedorismo feminino é foco do
Postado em: 17 Março 2021

Empreendedorismo feminino é foco do "Mulheres do Paraguaçu"

Da Redação

Um impulso para novos negócios femininos. É para potencializar projetos criativos e empreendedores liderados por mulheres baianas, nos campos de arte e cultura, que se mobiliza a terceira edição do projeto Mulheres do Paraguaçu. A iniciativa, que nasceu em 2018 inspirada pela relação entre mulheres e as águas do Rio Paraguaçu, realiza uma série de atividades on-line e gratuitas entre os meses de março e abril e está com inscrições abertas.

Desde o início da pandemia o número de mulheres empreendedoras cresceu 40% na Bahia*. De acordo com o Sebrae, elas representam 31% de todo o mercado empreendedor do estado e já somam mais de 30 milhões em todo Brasil. O terceiro ano do Mulheres do Paraguaçu parte desse cenário para oferecer duas oficinas formativas para oferecer duas oficinas formativas abertas a 20 líderes feminas de projetos criativos e empreendimentos em fase inicial, além de seis lives, abertas a todas as pessoas, com temas como contação de histórias, artivismo feminista, maternagem, entre outros.

“O objetivo é impulsionar atividades gestadas, lideradas e geridas por mulheres baianas e, ao mesmo tempo, criar novas narrativas femininas através de vivências artísticas e educacionais, principalmente, com mulheres que moram em cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu”, resume Larissa Leão, idealizadora e diretora artística do Mulheres do Paraguaçu. 

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Oficinas e Lives - As atividades começam com a Oficina de Contação de Histórias para Empreendedoras, realizada entre os dias 22 e 26 de março, com a facilitadora Danielle Andrade, seguida pela Oficina de Elaboração de Projetos Criativos, entre os dias 27 de março e 4 de abril, com Larissa Leão.

Serão, ao todo, 20 vagas, sendo dez para cada oficina, destinadas a mulheres que desejam desenvolver a escrita de projetos criativos e potencializar seus empreendimentos que estejam em fase inicial. Os encontros acontecerão virtualmente, via plataforma Google Meet e as inscrições estão abertas até o dia 12 de março no link: https://linktr.ee/mulheresdoparaguacu.

Além das oficinas, o projeto realiza seis lives abertas ao público, com transmissão ao vivo pelo YouTube e Instagram, sempre às 17h, com temas diversos relacionados ao universo do projeto, que contam com mediação da diretora artística do projeto, Larissa Leão e participação de um time potente de mulheres atuantes em suas áreas. Abrindo a programação de lives em março, no dia 26, a contadora de histórias e pesquisadora Danielle Andrade irá participar da live “Das mulheres do Paraguaçu ao Inventário vermelho: Contos de tradição oral”; no dia 27, o tema será “Artivismo feminista na América Latina”, com participação de Nirlyn Seijas, artista, professora e idealizadora da Otratierra - escola de artivismos.

As lives continuam em abril, no dia 2, com a educadora popular e pesquisadora Anna Luísa Oliveira falando sobre “A representação de mulheres negras e suas memórias interseccionadas ao patrimônio cultural e museus”; no dia 3, “Mulheres e atabaques de Ketu” é o tema abordado por Laura Franco, primeira mulher tamboreira de sua linhagem e única herdeira direta dos saberes de tambor de seu povo de reisado e chula de cabôco. Na semana seguinte, no dia 9, a artista visual Aline Brune fala sobre “Mulheres, arte e maternagem” e, no dia 10, o último encontro do projeto traz a consultora e empreendedora social Ítala Herta falando sobre “Mulheres e empreendedorismo”. 

Mulheres do Paraguaçu -  O projeto teve a sua primeira edição em 2018, quando levou oficinas de bordado, contação de histórias, audiovisual e empreendedorismo exclusivamente para mulheres, além de uma apresentação de contação de histórias, para as cidades de Cabaceiras do Paraguaçu, Maragogipe e para a vila de São Francisco do Paraguaçu - distrito de Cachoeira. O público direto alcançado e beneficiado nessas cidades foi de cerca de 500 pessoas, de todas as faixas etárias. Na sua segunda edição, em 2019, contou com a oficina de bordado, contação de histórias e empreendedorismo para mulheres da Península de Itapagipe, no bairro Alagados, onde o Rio Paraguaçu encontra com o mar na Baía de Todos os Santos. Ao todo, até hoje, o projeto já beneficiou diretamente cerca de 900 pessoas, em sua maioria mulheres de diversos perfis e idades.